Histórico

Sindaçúcar-AL, construindo o desenvolvimento de  Alagoas

A história de Alagoas tem sua origem na atividade canavieira. Os primeiros engenhos de Alagoas (Escurial, Maranhão e Buenos Aires) foram fundados por Cristovão Lins, em meados do século XVI. A partir daí surge então o setor que mais tarde ampliaria a produção canavieira: a indústria sucroalcooleira.

A primeira usina de açúcar de Alagoas foi criada pelo Barão de Vendesment, nascido na França, que veio tentar a sorte no Brasil. Ele escolheu as terras férteis de Atalaia para implantar em 1891 a usina Brasileiro, que utilizava equipamentos importados da Europa para a produção do açúcar.

Já na década de 1930, Carlos Benigno Lyra, dono da usina Serra Grande (fundada em 1894), a qual estava em poder de seu filho Salvador Lyra, possibilitou que o país conhecesse a moderna tecnologia do aproveitamento do álcool como combustível e patenteou-a como USGA, as iniciais do nome de sua própria usina.

O setor sucroalcooleiro se transformou no mais importante da economia de Alagoas, sendo principal fonte de empregos e de desenvolvimento do Estado. Devido a tamanha grandeza, senhores de engenho, coronéis, usineiros e empresários uniram-se, ocasionando, em 1944, a fundação do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), entidade de defesa e representação dos produtores da cana, açúcar, açúcar e energia.

Nos dias de hoje o sindicato tem uma atuação mais ampla. O Sindaçúcar-AL busca criar uma diversidade no agronegócio da cana-de-açúcar, organizando estudos, prestando assistência jurídica, elaborando convenções coletivas de trabalho, incentivando o melhoramento tecnológico, construindo e desenvolvendo propostas de ações sociais e participando da condução da política social.

Atualmente, o açúcar sai a granel em caminhões apropriados, diretamente das usinas para o navio. O porto, que antes era no Francês, agora se localiza em Jaraguá. O começo das atividades no Porto de Maceió foi em 1942, mas os últimos grandes investimentos feitos na infra-estrutura se deram há três décadas, quando cerca de 400 toneladas de açúcar eram escoados pelos seus terminais de embarque. Atualmente, o porto operacionaliza o transporte de mais de 2 milhões milhão de toneladas de açúcar a granel e em sacos.

A produção sucroalcooleira cresceu, etanol ganhou o mercado externo e ampliou ainda mais nas diversidades da cana como o álcool neutro. O setor também desponta na produção de energia a partir da biomassa do bagaço da cana-de-açúcar. Todas as indústrias são autosuficientes, gerando a energia necessária para seu funcionamento e algumas indústrias já iniciaram projetos de cogeração, comercializando o excedente no sistema elétrico nacional.

Alagoas nasceu cana, se fez engenho e virou açúcar e álcool. A moenda deixou o burro e passou a mover-se na água. Assim surgiu a usina movida a vapor, evoluindo para indústria, empreendedora, moderna, que respeita o homem e o meio ambiente, gera riquezas e continua fazendo o que a atividade canavieira sempre fez pela gente alagoana: a construção do desenvolvimento.

O setor sucroalcooleiro surgiu da força de homens que desbravaram a terra e souberam produzir riquezas. Senhores de engenho, coronéis, usineiros, empresários. Homens que viveram a história do seu tempo, se organizaram, fundaram um sindicato, que passou a representar esse setor. Assim surgiu o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, que se fez Sindaçúcar-AL e vai muito além, voa longe, defende o setor, o homem, o meio ambiente e Alagoas. Pois o próprio setor e o Sindaçúcar-AL estão inseridos em Alagoas e enxergam há muito tempo que é possível crescer se o Estado também crescer. Por isso o lema deste sindicato é “o açúcar e o álcool construindo o desenvolvimento”.