Sindaçúcar-AL aposta em safra de crescimento em 22/23

Com mais de 18,2 milhões de toneladas de cana processadas no ciclo 21/22, a safra foi considerada positiva para as unidades da agroindústria canavieira de Alagoas. Face a produção final da moagem 20/21, quando foram beneficiadas pouco mais de 17 milhões de toneladas de cana, houve um aumento na quantidade de cana esmagada superior a 1,2 milhão de toneladas.
“A safra manteve o ritmo de recuperação que nós iniciamos há quatro anos atrás, quando houve aquele grande desastre climático e de política de preço, onde Alagoas reduziu a produção de cana a metade do seu histórico. Estamos, há quatro anos, sustentando um processo de recuperação que decorre de uma regularidade climática que vem se observando neste período e de um esforço empresaria muito intenso no sentido de fazer a renovação dos canaviais que foram perdidos ou dizimados durante o período de seca de seis anos atrás”, declarou o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.
De acordo com o dirigente do setor, o resultado conquistado no ciclo 21/22 traz um horizonte positivo também para a próxima safra da cana em Alagoas. “No capítulo das chuvas, observamos uma regularidade climática que é muito positiva neste período de inverno. Temos que esperar as chuvas de verão, onde se intensifica muito o nosso plantio. Precisamos dessa presença hídrica para a segunda metade da cana que será colhida na safra. Então, neste momento, está ocorrendo tudo dentro do que está previsto e isso é uma notícia alvissareira. Se mantendo esse cenário, Alagoas terá uma safra maior do que essa, preservando esse processo de recuperação de produção que é saudável para o setor, empresas e trabalhadores. Destacamos ainda o papel dos fornecedores de cana. São grandes parceiros em todo esse processo. O setor é formado por uma densa cadeia produtiva que a torna um dos agentes importante do desenvolvimento no Estado de Alagoas”, destacou.
O presidente do Sindaçúcar-AL lembrou ainda que mais da metade dos 102 municípios alagoanos têm produção de cana. “Diante de um cenário positivo, estamos mantendo vivo e de pé um setor que é muito importante na atividade econômica do Estado e, hoje, muito importante também no que diz respeito a questão ambiental de produção de etanol, contribuindo para a redução do efeito estufa na atmosfera com mais produção de biocombustíveis”, finalizou Nogueira.