Mecanização em AL já responde por quase 30% da colheita

O cultivo da cana tem passado por uma série de transformações tecnológicas. Neste cenário, a colheita tem sido uma das que mais se destacaram no processo de modernização. Com a implantação do Proálcool, na década de 70, o processo de mecanização ganhou maior destaque.
O sistema manual, onde o trabalhador realiza o corte forma braçal, tem apresentado níveis de redução a cada ano no país, muitas vezes, por conta da escassez de mão de obra.
A região Centro-Sul, que concentra a maior parte da produção nacional e realiza operações com tecnologia de ponta, apresenta relevo menos acidentado, sendo a colheita manual prevista para 22/23, de 1,5%. Já no Norte/Nordeste, tanto pelo relevo mais acidentado quanto pela disponibilidade de mão de obra, o percentual ainda é alto e deve ficar em 73,4% para esta temporada.
A mecanização da colheita, sem queima prévia, evita a emissão de gases de efeito estufa e beneficia o solo, pois deixa sobre o solo a palha que antes era queimada, protegendo-o contra erosão e contribuindo para o aumento da sua fertilidade e teor de matéria orgânica.
A Região Centro-Sul, beneficiada por relevo que favorece a mecanização, a colheita com o uso de máquinas é de 98,5%. Diferentemente, a Região Norte/Nordeste tem 26,6% da colheita mecanizada.
Em São Paulo, por exemplo, o índice de colheita mecanizada saiu de 47,6%, na safra 08/09, para 99,3% na safra 22/23. Na colheita manual a queima prévia da palha é essencial para facilitar a tarefa de corte e aumentar em quase três vezes a quantidade de cana cortada, se comparada sem o uso da queimada, além de reduzir o esforço físico despendido no trabalho.
Em Alagoas, a colheita manual correspondeu, em 21/22, a 70,8% da quantidade cana processada com previsão de chegar a 72,2% no próximo ciclo 22/23. Em se tratando de região, 77,5% representa a colheita manual do Nordeste.
Neste cenário, a colheita mecanizada nos canaviais alagoanos alcançou no ciclo passado 29,2%, enquanto a expectativa para a próxima moagem é de 27,8%.
No Estado, que no início da série histórica registrada pela Conab, no ciclo 07/08, chegou a contar com 15 colheitadeiras, obteve seu auge com 67 máquinas na safra 20/21. Na moagem 21/22, o número total de equipamentos chegou a 53, tendo como expectativa para o próximo ciclo da cana no Estado alcançar a marca de 55 máquinas em operação.
Em termos de região, do total de cana colhida no Nordeste, algo em torno dos 22% foi executado por máquinas no campo. Maranhão e Rio Grande do Norte são os Estados com maior percentual de colheita mecanizada da região, 78,8% e 51,5, respectivamente. Nesse sentido, Alagoas ocupa a terceira colocação.