Sindaçúcar: Há 63 anos desenvolvendo Alagoas
Os colonizadores que chegaram em Alagoas, no século XVI. O palco inicial do desenvolvimento do açúcar foi Maragogi que, deixando de lado a usina a vapor, prosseguiu rumo à indústria moderna. Os primeiros engenhos (Escurial, Maranhão e Buenos Aires) que foram criados por um alemão. Em meados do século XVI Surge então, o setor que mais tarde ampliaria a produção canavieira: a indústria sucroalcooleira.
O Barão de Vendesment, nascido na França, chegou ao Brasil para inovar. Escolheu as terras férteis de Atalaia para implantar em 1891, a primeira usina de açúcar de Alagoas: a Usina Brasileiro, com equipamentos importados da Europa.
Já na década de 1930, o Carlos Benigno Lyra, com a Usina Serra Grande (fundada em 1894), já em poder de seu filho Salvador Lyra, o País conheceu a moderna tecnologia do aproveitamento do álcool como combustível. E patenteou-se como: USGA, as iniciais da própria usina.
Devido à tamanha grandeza, os senhores de engenho, coronéis, usineiros e empresários uniram-se, ocasionando, em 1944, na fundação do sindaçúcar, entidade de defesa e representação dos produtores da cana. Caracterizando-se por uma gestão estratégica na representação corporativa da agroindústria canavieira. Abrindo assim uma diversidade no agronegócio da cana-de-açúcar; organizando estudos; prestando assistência jurídica; elaborando convenções coletivas de trabalho , incentivando o melhoramento tecnológico; construindo e desenvolvendo propostas de ações sociais e participando da condução da política social.
Hoje, o açúcar sai a granel, em caminhões apropriados, diretamente das usinas para o navio. O porto que antes era no Francês agora se localiza em Jaraguá. O começo das atividades do Porto de Maceió data de 1942, mas os últimos grandes investimentos feitos na infra-estrutura se deram há três décadas quando cerca de 400 toneladas de açúcar eram escoados pelos seus terminais de embarque. Hoje, o porto operacionaliza o transporte de 1,7 milhão de toneladas do produto utilizando os mesmos equipamentos e recursos que já dispunha então.A produção sucroalcooleira cresceu, ganhou o mercado externo, e ampliou ainda mais nas diversidades da cana como o álcool neutro. Um marco para a Usina Santo Antônio - um produto mais apurado que o álcool carburante e o hidratado - se tornando a pioneira de sua produção em Alagoas.
Alagoas nasceu cana, se fez engenho, virou açúcar e álcool. A moenda deixou o burro, moveu-se água. E assim surgiu a usina movida a vapor, evoluindo para indústria, empreendedora, moderna, que respeita o homem e o meio ambiente, gera riquezas e continua fazendo o que a atividade canavieira sempre fez pela gente alagoana desde o século XVI: a construção do desenvolvimento.
O setor sucroalcooleiro surgiu da força de homens que desbravaram a terra e souberam produzir riquezas. Senhores de engenho, coronéis, usineiros, empresários. Homens que viveram a história do seu tempo e como empreendedores se organizaram, fundaram um sindicato, que passou a representar esse setor. E assim surgiu o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, que se fez Sindaçúcar-AL e vai muito além, voa longe, defendo o setor, o homem, o meio ambiente e Alagoas. Pois o próprio setor e o Sindaçúcar-AL estão inseridos em Alagoas e enxergam há muito tempo que só conseguirá crescer se o Estado também crescer.
E é por isso que o lema deste sindicato é “o açúcar e o álcool construindo o desenvolvimento”. Porque desenvolvimento só se constrói com geração e distribuição de riquezas. E é isso quer o Sindaçúcar-AL, as empresas e os empresários do setor sucroalcooleiro: uma Alagoas cada vez mais desenvolvida.
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