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Pedro Robério defende políticas públicas permanentes para o setor sucroenergético

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, foi entrevistado no programa Energia Agro, apresentado, na plataforma virtual no Canal Agro Mais da Band TV, por Plínio Nastari. Na oportunidade, o dirigente do setor sucroenergético alagoano, que também é vice-presidente e coordenador do Conselho da Agroindústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou as ações importantes e históricas para o setor, além de traça um panorama atual da agroindústria da cana em Alagoas e no Brasil, reforçando a necessidade da irrigação para o Nordeste.
Pedro Robério destacou que o setor nacional como um todo não conta com políticas públicas de Estado duradouras e permanentes para a questão energética. “Surgem programas, mas não temos um processo instalado que tenha longevidade. Estamos na base primeira da produção. Mas, como líderes de classe, temos que refletir sobre isso. É preciso que o governo e a sociedade civil organizada tenham essa consciência. Toda decisão a curto prazo, quando se trata de energia e de investimento, é sempre nociva”, afirmou.
Segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, a área de cana plantada na região Nordeste, em se tratado na produção de energia por meio da biomassa/bagaço de cana, sem contabilizar o biogás e o aproveitamento de resíduos, equivaleria a mais que a produção de uma usina nos patamares da hidroelétrica de Xingó.
“Não há dúvidas que a cana seja a maior expressão agroindustrial da região Nordeste, enquanto exploração agrícola e produção de açúcar e etanol. Imagine se agregar a isso a geração de energia para a região, incluindo ainda um processo de geração sustentável, creditada e defendida pelo mundo? É um circuito fechado de geração de resultados. O ecossistema do Nordeste – com solo, água e luminosidade – se aproveitado, por meio da irrigação, faria com que a produtividade agrícola da cana chegasse em possibilidade nominal a superar a de Ribeirão Preto, em São Paulo. A irrigação é a redenção da região”, destacou Nogueira.
De acordo com ele, um acordo de cooperação técnica entre o Banco do Nordeste, Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Agricultura e o Governo de Alagoas vem sendo construído “para que seja criado ao menos um caminho para transformar a luminosidade; a terra existente e a cana, aliado a expertise existente no Nordeste, em aumento da produção de cana. Então, enfrentamos uma particularidade geofísica que seguramente tem solução. O que precisa é a instalação de políticas públicas urgentes com começo, meio e fim. Precisamos ser insistentes nesse objetivo”, finalizou o dirigente do setor sucroenergético alagoano.

 

 

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