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Mourão se diz favorável ao fim da isenção de taxa de importação de etanol

Em audiência com dirigentes do Fórum Sucroenergético Nacional, Sindaçúcar Alagoas e Sindaçúcar Pernambuco, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, se posicionou contrário à proposta que prevê a liberação da importação de etanol de milho dos Estados Unidos para o Brasil sem a cobrança de taxa.

No próximo dia 31 de agosto, a resolução do governo federal, que limita em 750 milhões de litros a cota de importação de etanol livre da cobrança de taxa de 20% aplicada no Mercosul, perde a validade. Com isso, uma nova publicação deve ser feita pelo Governo Federal para garantir a permanência ou não de uma nova cota de importação.

“O vice-presidente tem uma agenda importante na área ambiental do governo. Mostramos a ele a importância do etanol e dos biocombustíveis para a consolidação energética dos combustíveis no Brasil. É uma das maiores demonstrações que o Brasil tem com a redução da emissão de CO2 na atmosfera. Com isso, na oportunidade, falamos da preocupação do setor com a possibilidade da liberação da importação do etanol dos Estados Unidos para o Brasil isento de taxa”, frisou Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

De acordo com Nogueira, se tal medida venha a ser adotada pelo Governo Federal, ela seguiria na direção contrária ao conceito da liberação de mercado. “Já que os Estados Unidos mantêm uma pequena cota de açúcar isenta para o Brasil, contra um mercado de açúcar deles completamente fechado. Além disso, vai de encontro a esse momento de redução drástica de demanda de combustível por conta do isolamento social, além de ser a oportunidade que teremos de dar prioridade a produção doméstica de todos os nossos produtos, neste caso, o etanol”, destacou Nogueira.

Segundo ele, Mourão reconheceu a importância dos biocombustíveis. “No caso do etanol, foi um programa criado 1975 e hoje se firma muito mais pela contribuição determinante para a redução de emissão de CO2. Quanto a questão da cota, ele concordou conosco. Mas, afirmou que essa é uma questão que fica por conta da gestão governamental dos ministérios e que ele está acompanhando. Sendo consultado, irá nos apoiar no sentido de que o Brasil não faça a abertura e que seja encerrada a cota de isenção no dia 31 de agosto”, finalizou.

 

 

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