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Pedro Robério avalia impacto da crise na produção de etanol

Técnicos de renome do setor sucroenergético nacional participaram, esta semana, de um seminário virtual (webinar) promovido pela União Nacional de Bioenergia – UDOP com o tema “Vivemos a maior crise do setor de bioenergia?”. O evento contou com a participação do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, como um dos palestrantes.

Na oportunidade, foram debatidos os problemas gerados pelo excedente do petróleo e o surgimento da pandemia da Covid que impactam no setor sucroenergético, em especial, na produção de etanol. De acordo com os especialistas, o agro é o segmento que acumula menos impactado diante da crise. O RenovaBio também foi um dos temas discutidos no seminário que reuniu mais de mil participantes online.

“A crise mais recente foi em 2008, quando nós estávamos no pico alto de produção e com o fundamento cana muito bem montado naquele momento. Nas demais, tivemos uma saída da crise muito boa. Já a crise atual extrapola o nosso setor. No caso específico do açúcar e do etanol, eu olharia o pós pandemia. Temos uma base primária da cana sustentável com um volume acima da demanda. Temos ainda o apelo ambiental que agora é sanitário”, afirmou Nogueira, que também lembrou do acordo de Paris sobre as questões ambientais.

Segundo ele, a crise é continental, mas no caso do setor atinge a demanda de etanol. “O setor está precisando, neste momento, de um respirador. Está sofrendo a queda de demanda sem ter um mecanismo que neutralize esse problema. Nós temos a nossa particularidade. A cana não espera e precisa ser colhida para produzir etanol e açúcar. Por isso, as demandas apresentadas ao governo. Recebemos um sinal positivo da ministra Tereza Cristina. Ela chegou a afirmar que, no setor do etanol, não se pode matar a galinha dos ovos de ouro”, recordou.

De acordo com Nogueira, o setor também vive a questão do endividamento que vem sendo resolvido de forma biológica. “Com isso, estão sendo administradas as divididas sem perder de vista a oferta dos produtos. O setor tem uma capacidade extraordinária. Depois do Covid tem que ser revisto o sistema regulatório no Brasil”, afirmou.

Segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, o Nordeste começa a ter uma inclinação para a produção de etanol. “Ele passou a ser um produto importante. Quem vai quebrar essa tendência de se produzir mais açúcar na região será o RenovaBio, que ainda tem alguns entraves”, destacou ele, lembrando que a saída da crise atual será seletiva “nem todos sairão ao mesmo tempo dela”, finalizou.

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