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Setor canavieiro reforça retomada do crescimento


Com o início da colheita da cana-de-açúcar iniciada em agosto do ano passado e com previsão de se estender até abril deste ano, a safra 19/20 reforçou o processo de retomada de crescimento do setor sucroenergético que teve início no ciclo 18/19.
Diante de uma perspectiva de estabilidade das condições climáticas, favorecendo as projeções de produção e de ATR, espera-se que sejam colhidas cerca de 18 milhões de toneladas de cana nesta temporada.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a cultura da cana ocupa em Alagoas uma área de aproximadamente 297,3 mil hectares (ha) com um rendimento médio estimado de 60.677 kg/ha.
Após enfrentar momentos delicados e que culminaram no fechamento de algumas unidades industriais, ampliando o desemprego no campo e na indústria canavieira, a retomada do crescimento resultado em novos investimentos nas unidades produtoras, bem como os incentivos fiscais propostos para o setor, criou uma expectativa de uma produção superior a registrada nas duas últimas temporadas de moagem.
De acordo com a Conab, Alagoas se mantém na liderança da produção de cana-de-açúcar no Nordeste, além de também preservar o posto de maior produtor de açúcar da região.
Produção
No que se refere a produção, dados da Conab apontam que a destinação da cana colhida indica um maior direcionamento à fabricação de açúcar em relação ao etanol.
Neste panorama, segundo o órgão federal, as usinas alagoanas deverão processar 1,3 milhão de toneladas de açúcar. Ante a moagem passada, quando o acumulado final foi de 1,1 milhões de toneladas, calcula-se uma variação positiva de 10%.
No Nordeste, deverão ser produzidas até o fim da safra 19/20 mais de 2,7 milhões de toneladas do açúcar, contra 27,3 milhões de toneladas produzidas no centro-sul.
Em Alagoas, das 18 milhões de toneladas de cana que deverão ser processadas neste ciclo, 11,2 milhões de toneladas serão destinadas a produção de açúcar.
Em comparação a safra 18/19, quando apenas 9,6 milhões de toneladas foram direcionadas a produção de açúcar, houve uma variação positiva de 15,8%.
Etanol
Já no caso do etanol deverão ser destinadas a produção do biocombustível 6,8 milhões de toneladas de cana em Alagoas, contra 6,5 milhões de toneladas da safra anterior, resultando em um aumento de 4,7%.
Mas, apesar do aumento na quantidade de cana que deverá ser usada para a produção de etanol, o volume do biocombustível deverá ser um pouco menor em comparação a safra anterior, quando o acumulado era de pouco mais de 490 milhões de litros. Neste ciclo, a expectativa é que sejam produzidos 486 milhões de litros.
No Nordeste, a produção final esperada é de pouco mais de 2 bilhões do litros, enquanto no ciclo passado o acumulado foi de 1,9 bilhão de litros. Entre os Estados produtores os únicos que tiveram uma redução na quantidade de etanol produzido ante a safra passada foram Alagoas e Pernambuco.
Já a produção nacional divulgada pela Conab para este ciclo de moagem da cana é de 33,8 bilhões de litros de etanol, sendo 31,7 produzidos na região Centro-sul.

 

 

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