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Alfredo Cortêz deixa legado para o setor sucroenergético de AL


O setor sucroenergético alagoano perdeu um dos seus mais atuantes e respeitados profissionais, o engenheiro Alfredo Durval Villela Cortez, que faleceu aos 85 anos, no último domingo, em Maceió.

“Alfredo Cortez acumulou em si um grande caráter em sua personalidade, associado a um espírito público destacado e um técnico de vanguarda que lhe permitiu se fazer presente nos grande momentos de transformação do setor sucroenegético alagoano. Não esqueceremos de suas contribuições valiosas”, declarou o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.
“Cortez foi um homem que viveu o açúcar pelo menos nos últimos 35 anos. Participou, ativamente, de um dos movimentos mais importantes na convivência entre fornecedores de cana e produtores de açúcar e álcool, quando da revolucionária forma de pagamento de cana pelo teor de sacarose. Participou também das distribuições de cotas de usinas nas conturbadas relações com as distribuidoras. Tantos outros eventos tiveram sua participação, muito ou bastante intensas. Portanto, foi um homem do setor e com essa marca nos deixa”, afirmou o industrial e conselheiro do Sindaçúcar-AL, Jorge Toledo.

“Alfredo foi muito importante para o nosso setor, iniciando um momento de transição em que precisávamos de pessoas com um conhecimento mais qualificado com a finalidade de melhorar o nosso segmento. Ele foi um profissional ativo que dominava muito bem a organização e a comercialização”, destacou o industrial José Carlos Maranhão, conselheiro do Sindaçúcar-AL.
Nascido em Maceió, Alfredo Cortez, que deixou viúva, três filhos, netos e bisnetos, se formou em Engenharia Química, em Recife. Depois cursou Engenharia de Petróleo, em Salvador. Trabalhou por cerca de 13 anos na Petrobras, na área de exploração e produção de petróleo.Depois de algumas experiências na iniciativa privada, como empreendedor e executivo, passou a trabalhar na Asplana, na década de 80, quando dentre outros importantes projetos, liderou a implantação do pagamento de cana por teor de sacarose, metodologia inédita no Brasil até então.
Sempre preocupado em prover atualização tecnológica para o setor, promovia um forte intercâmbio entre os produtores locais e os de outros países produtores, tais como África do Sul, Austrália, dentre outros. No final dos anos 80, exerceu a presidência da Ceal, promovendo um importante saneamento financeiro para da empresa e a sua volta ao crescimento. Em seguida, liderou a implantação do Polo Cloroquímico de Alagoas, sendo responsável pela coordenação criada pelo Estado para a implantação do mesmo.
No inicio dos anos 90 retornou ao setor açucareiro, liderando a Assucal, empresa responsável por tratar dos interesses comerciais e institucionais de boa parte das indústrias do setor no Estado. A partir do inicio de 2000, passou a compor a equipe de técnicos do Sindaçúcar-AL, onde contribuiu de forma ativa na representação e defesa do setor junto a diversas entidades internacionais, nacionais e regionais.
“Meu pai era uma pessoa muito culta, capaz de falar vários idiomas, dentre outros o inglês, francês, espanhol e o russo. Apaixonado pela leitura ela a tinha como um dos seus poucos hobbys, além de ir aproveitar suas fazendas e seu pequeno paraíso na Barra de São Miguel, onde gostava de receber os amigos”, recordou o industrial Manoel Cortez.

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