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Chuva ajuda no plantio de cana em áreas de encostas

 

Com o início oficial da estação das chuvas, as unidades da agroindústria da cana em Alagoas começam também o plantio de inverno nos canaviais. Aproveitando a umidade do solo, a usina Santo Antônio, localizada no município de São Luiz do Quitunde, realiza o plantio das áreas de topografia acidentada. Este ano, segundo o diretor Agrícola, Marcos Maranhão, serão plantados, só em áreas consideradas de encosta, mais de dois mil hectares.
“Temos reduzido o plantio nestas áreas, mas nos locais que estão entre as áreas planas ainda permanecemos com o cultivo. Elas são importantes para que possamos manter a safra. O inverno é o melhor período para plantar nestas áreas, aproveitando as chuvas que começam em maio até agosto”, afirmou o diretor Agrícola da usina.
Segundo ele, por se tratar de áreas de encosta, o solo acaba secando mais rápida. “Além disso, a gente não pode preparar a terra para não causar a erosão. Então, tudo aqui é feito no plantio direto com cultivo mínimo. A terra tem que estar bem úmida para que os sucos possam ser feitos diretos sem gradear, tendo uma coberta bem feita para que a cana possa nascer”, reformou.
O plantio nas áreas inclinadas utiliza um número maior de trabalhadores, tornando-se mais oneroso. “A mecanização é menos utilizada. Por outro lado, aumenta a mão de obra. Em topografia plana são necessários, em média, até 12 pessoas, enquanto em uma área de encosta são quase 40. Onde o trator não pode operar, o trabalhador usa a enxada”, afirmou Fábio Brito, superintendente Agrícola da usina Santo Antônio.
No plantio destas áreas, as sementes são cortadas manualmente para reduzir o tamanho dos feixes de cana com espaçamentos de 40 centímetros, fazendo com o que a brotação das gemas ocorra de forma uniforme e com maior eficiência. Apesar de ser plantada primeiro, a cana em topografias acidentadas só é colhida após um ano e meio.
Outro fator positivo com o plantio de inverno está na oferta de emprego para os trabalhadores rurais durante a entressafra. “A gente trabalha no plantio e na colheita da cana também. Na área de encosta o trabalho é um pouco mais difícil por conta do terreno, mas vale a pena”, relatou o trabalhador Marciano da Silva.

 

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