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Sindaçúcar-AL estima safra de crescimento no ciclo 19/20

 

Após ter finalizado uma safra de recuperação, o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robérgio Nogueira, afirma que o próximo ciclo da cana no Estado poderá chegar a 18 milhões de toneladas de cana. “Após safra a 18/19 interrompemos um ciclo de quebras sucessivas de produção por razões climáticas. A expectativa é que retomemos ao processo de recuperação da produção para os níveis históricos de produção já alcançados pelo nosso Estado num passado recente”, afirmou o dirigente do setor.

Segundo ele, nas últimas moagens, por conta do declínio de produção, deixaram de circular em Alagoas cerca de R$ 7 bilhões, além da perda de 20 mil postos de trabalho.

Para Pedro Robério, se for mantida a regularidade das chuvas no período adequado de desenvolvimento agrícola da cana, será mantida a recuperação da produção. “Contudo faz-se necessário um forte e permanente esforço para recuperação dos canaviais danificados nesse passado recente climático, acompanhado de uma intensificação da irrigação dos canaviais. A recuperação pela regularidade das chuvas é importante mais é mais lenta, pois não renova o que já foi perdido”, declarou.

De acordo com Nogueira, neste sentido, vem se desenvolvendo um vigoroso plano de recuperação dos canaviais com replantio das canas perdidas pela seca e pleiteando um plano de irrigação plena dentro da plataforma do governo federal para o Nordeste.

“Com esse plano sendo implantado, seguramente, retomaremos aos níveis de produção histórica de Alagoas pelo aumento da produtividade. Nesse sentido estamos construindo esse plano a nível empresarial em seguida adicionaremos ao planejamento estadual para apresentação final ao governo federal”, esclareceu o presidente do Sindaçícar-AL.

Atualmente, o setor sucroenergético de Alagoas conta com 17 unidades industriais em operação, empregando 80 mil trabalhadores diretamente e mais de 150 mil quando se considera a influência de toda a cadeia produtiva da cana.

Segundo ele, com o novo regime de ICMS implantado nessa última safra a tendência é direcionar a produção para o etanol e açúcar de mercado interno, recuperando mercados de outros Estados da região Nordeste que foram perdidos nos últimos dez anos pela ausência do regime de ICMS e pela perda de produção.

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