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ANP orienta usineiros e fornecedores sobre o RenovaCalc do RenovaBio

Diretores do Sindaçúcar-AL e da Asplana participaram, nesta quinta-feira, dia 25, de uma reunião com técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP. Na pauta do encontro, realizado na sede da Asplana, a apresentação da RenovaCalc do RenovaBio, além de orientações sobre os repasses dos créditos financeiros (CBios) que serão concedidos as usinas e fornecedores de cana por conta da diminuição da taxa de carbono.
Os detalhes de como funcionará o sistema foram repassadas pelo próprio coordenador do RenovaBio, Luiz Coelho, e pelo especialista em Regulamentação, Marcelo Carvalho, que vêm realizando reuniões semelhantes em outros Estados, por meio projeto RenovaBio Itinerante.
“Para que os produtores de etanol possam se habilitar aos créditos da não emissão de carbono, denominado de CBios, eles têm que cumprir uma série de procedimentos que envolve o processo produtivo de cana e de etanol, se qualificando no sistema e, ao mesmo tempo, recebendo uma nota que determinará a quantidade de créditos que ele irá receber. Esse encontro representou a fase de aprendizado com os técnicos da ANP esclarecendo e orientando os produtores de Alagoas como preencher a calculadora do RenovaBio, a RenovaCalc. Pois será ela que vai definir a quantidade de crédito que o produtor terá com a produção de etanol”, afirmou Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar-AL.
O RenovaBio entra em vigor a partir do próximo ano, remunerando toda a cadeia produtiva de etanol, inclusive os fornecedores independentes de cana, que optarem por aderir ao programa. A remuneração estará atrelada à descarbonização do combustível usado no Brasil e na menor emissão de gás carbônico na produção do etanol. Assim, além da oferta do combustível menos poluente que das matrizes fósseis, estará ligada à produção canavieira com menor emissão de CO².
As metas de descarbonização e as formas de calculá-las financeiramente (RenovaCalc) devem ser regulamentadas pelo Conselho Nacional de Políticas Energéticas a partir do mês de julho.
“Este encontro nos colocou a par dos ganhos que serão ofertados com o RenovaBio com a redução da emissão da taxa de carbono na atmosfera. Fornecedores e usinas também têm a ganhar por fazer um combustível verde, limpo. As orientações repassadas pelos técnicos da ANP serão agora encaminhadas para os nossos associados de como será o cálculo e o repasse dos créditos
Pela definição do programa, as usinas habilitadas pela ANP emitirão os CBios com base no etanol produzido. A quantidade desses créditos financeiros ainda estará atrelada à correspondente redução de emissão de CO² à atmosfera proveniente em toda etapa produtiva para fabricação do biocombustível. Será considerado inclusive o menor uso de combustíveis fósseis no cultivo da cana e as boas práticas.

 

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