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Copervales espera crescimento de 50% na safra 18/19

Prestes a encerrar a safra 18/19, a Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Copervales) estima uma safra quase 50% maior que a registrada no ciclo passado, moendo aproximadamente 800 mil toneladas de cana.
“O balanço desta safra é positivo. Tivemos um ano agrícola excelente. Devemos ter um aumento de 48% em relação a safra anterior. Estes números são o reflexo no incremento feito no plantio de cana no ano de 2017. Plantamos 3.300 hectares o que gerou esse aumento de quase 50% na moagem”, afirmou Túlio Tenório, presidente da Copervales, cooperativa responsável pela administração da usina Uruba, localizada no município de Atalaia.
De acordo com ele, a continuidade do processo de crescimento da quantidade de cana que deverá ser esmagada no próximo ciclo da cana, dependerá dos índices pluviométricos esperados para os próximos meses do ano.
“Este crescimento, vai depender de uma boa quantidade de chuvas até setembro e que elas sejam bem distribuídas. Com isso, poderemos chegar as 900 mil toneladas. Tivemos um verão bom, onde não houve problema de seca e nem de perda de socaria”, declarou Tenório.
Segundo ele, apesar dos números positivos registrados pela Uruba, as dificuldades ainda existem e esbarram principalmente na escassez de crédito voltado para o setor sucroenergético.
“É preciso que o governo – Estado e União – reveja essa questão, olhando para o nosso setor. Aqui em Alagoas, por exemplo, a região da zona da mata depende muito do setor canavieiro por gerar emprego. O governo precisa estar atento nesta atividade, buscando formas de injetar recursos – com menos burocracia – para ajudar a recuperar as nossas safras. Este ano, o Estado deve chegar as 16 milhões de toneladas de cana processadas. Mas, por conta do clima. É preciso recursos para incrementar as áreas de renovação do canavial que está muito velho não só em Alagoas, mas em todo o Nordeste”, destacou Tenório.
Desde que foi arredada pela Copervales, na safra 15/16 a Uruba moeu 470 mil toneladas de cana; no ciclo 16/17 foram 670 mil toneladas; na moagem 17/18 – devido a estiagem registrada em Alagoas – foram 530 mil toneladas e neste ciclo atual deve chegar as 800 mil toneladas.
Túlio Tenório afirmou ainda que outo fator importante neste ciclo da cana foi o decreto do Governo do Estado que alterou a legislação tributária, equalizando a carga de Alagoas com a de outros Estados.
“Produzimos açúcar cristal. Mas esse decreto incentivou o produtor alagoano a investir. Alagoas sempre produziu e vendia para o açúcar para o mercado interno e para Estados vizinhos. O que ocorria nos últimos anos era que estamos recebendo açúcar de outras regiões do país, a exemplo de São Paulo. O Estado estava sem ter condições de comercializar o cristal produzido aqui. Com esse decreto, pelo menos, houve a equiparação com demais Estados do Nordeste”, finalizou o presidente da Copervales.

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